sexta-feira, 23 de abril de 2010

Olhem... É ABRIL!

Não consigo, nem posso, por mais que a minha vontade queira, pintar um retrato desta caminhada que, desde então, foi.

E, por estranho que pareça, não existe no mercado qualquer tinta que descreva e relate o que aconteceu, que perpetue o que se conquistou, que tonalize a LIBERDADE. Daí, a impossibilidade de ser tão fácil.

Por isso, escolho as palavras, as eternas palavras, para cumprirem o seu dever de falarem, exactamente, da verdade dos anos e dos ninhos de LIBERDADE, que desde então nasceram.

As palavras servem para isso mesmo; sussurram, dizem, gritam e proclamam as náuseas do espaço que se estende, qual ribeira limpa e fresca, pelas décadas fora.

Há trinta e seis anos, inventou-se uma nova escolha, uma nova capacidade de ser pessoa.

Há trinta e seis anos, verteram-se tinteiros cheios de letras e de gestos que se uniram em desenhos concretos de ânsia aberta e de mãos alinhados em sonho. Como se fossem penedos de uma solidão que se desmoronava.

As cordas rebentaram de encontro aos cravos que se ergueram.

As ruas encheram-se de conversas, de beijos, de futuros e de peitos em chama.

Cantou-se a urgência de respirar e o brilho da revolta que acontecia.

Flores e armas abraçaram-se num dia imenso de glória e, juntas passearam os ventos novos, cheios de trovas e de sol.

Já passaram trinta e seis anos.

Dessa altura ficou a LIBERDADE inteira, povoando as almas inteiras, semeando as crenças inteiras que, também inteiras, se encorrilharam no tempo que tão depressa, correu.

Dessa altura, ficou a capacidade de decidirmos o que fazer com tantas coisas inteiras.

E o tempo, tão depressa, correu.

Os ideais de Abril ainda moram em certos recantos mas, as ideias não sobreviveram aos caprichos de turbulências sucessivas.

Ficámos, provavelmente, na metade do caminho, onde fantasticamente, as melhorias se processaram também pelas metades.

Dessa altura, temos hoje ainda um conjunto de insuficiências que não conseguimos, ainda, ultrapassar.

Aquela alegria que nos contagiou e invadiu, amareleceu, de tão mal tratada. Os últimos tempos não têm sido fáceis, relembro que a LIBERDADE de cada um acaba onde a dos outros começa.

Sobra-nos a esperança e a teimosia de tentarmos sempre chegar mais longe e de perpetuar ABRIL. Desistir desta LUTA é morrer de cobardia, mesmo quando, por vezes, nos parece, que não vale a pena.

Abram a janela!
Lá fora, já não há lobos nem corvos. Nem senhores sem nome, de cara tapada, na noite escura.
Não se ouvem recados de algemas, nem temores de notícias.
Olhem, vejam é ABRIL!

Eu continuo a acreditar em ABRIL, SEMPRE!

Na impossibilidade de estar presente nas comemorações, por motivos profissionais, um beijo e um abraço do tamanho do concelho,

POR CASTANHEIRA SEMPRE!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ASSEMBLEIA MUNICIPAL...

Tal como é hábito, no âmbito e enquadrado nas intenções a que este blogue se propõe, informo todos os Munícipes de Castanheira de Pera da próxima reunião da Assembleia Municipal, a realizar-se no próximo dia 26 de Abril, pelas 17.30h no Salão Nobre do Município.

1 - Leitura da acta anterior;
2 - Assuntos de expediente;
3 - Periodo antes da ordem do dia;
4 - Regimento da Assembleia Municipal;
5 - Conselho Municipal de Segurança;
6 - Regulamento geral das taxas;
7 - Apreciação do inventário de todos os bens, direitos e obrigações patrimoniais e respectiva avaliação de 2009;
8 - Apreciação e votação dos documentos de prestação de contas de 2009;
9 - Aplicação dos resultado líquido do exercício;
10 - Revisão às grandes opções do plano de 2010;
11 - Revisão ao orçamento de 2010;
12 - Informações do Sr. Presidente do Município;
13 - Intervenção dos munícipes nos termos regimentais;

Tal como antes, para que a nossa vida DEMOCRÁTICA seja cada vez mais participada, de forma a colaborar no PROGRESSO da nossa terra, proclamando os IDEAIS DE ABRIL, a presença dos Munícipes é fundamental.

Tal como sempre, EU ACREDITO!

POR CASTANHEIRA SEMPRE!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Lado esquerdo da questão...

Estamos mais fortes, do que alguns anos atrás, mas esquecemos facilmente, que esta sociedade, que nos comporta muda a cada dia que passa.

Acreditar num processo de melhoria cimentado e constante que envolva o tecido social, moral e económico de cada região é ter no coração, a seiva necessária para levar a cabo essa transformação positiva ao longo dos tempos. Para criar estruturas de evolução.

Acreditar. Acreditar na possibilidade de fazer coisas boas agora e no futuro.

Uma das principais diferenças entre o ser ou não de esquerda, partilhar ou não ideais de esquerda, reside na crença que nos incita.

É preciso ter a noção de ser capaz. E, se houver vontades que se unam, gerações que dialoguem, grandes obras e grandes construções se edificarão. Como se comprova nos últimos vinte anos do progresso do nosso concelho, que após a decadência da indústria de lanifícios, quem nos governou e governa soube “apontar” para outro tipo de segmento de desenvolvimento.

Foi e é nestes campos que a pujança da esquerda se fez e faz sentir.

Até mesmo nos anos mais enfadonhos e temerosos do fascismo, que nos assolou e enganou, se vislumbrava a inquietude de ideias e ideais que brotavam, pujantes e rebeldes, cheios de objectivos e de sonhos.

Não fora isso e teríamos morrido, inteiros de vazio, cheios de tempo parado e sem paisagens livres.

Não tenhamos duvidas que, em tempos que se aproximam será reordenada, assente no modelo eterno, a concepção de estar do lado esquerdo das questões.

A diferença residirá, sempre, nos métodos a seguir, nos degraus a transpor, nas conquistas a efectuar.

Uma coisa é certa; este tipo de pessoas, tal como comprovado ao longo da história do nosso concelho, é de uma têmpera tal que nos sossega os medos.

E, como sempre, cada vez mais com o rigor que se exige, estão aqui a dar a cara e o trabalho. Por uma Castanheira que sempre confiou na esquerda para gerir o seu destino.

EU ACREDITEI E ACREDITO!

POR CASTANHEIRA SEMPRE!

sábado, 17 de abril de 2010

Mudanças...

Grande parte das mudanças, baratas, que se realizam na nossa sociedade são fruto quase exclusivo de meia dúzia de papalvos que, a troco de chorudas ambições e recebimentos, passam o tempo a inventar formas e fórmulas de causar o maior transtorno possível a quem os rodeia e a quem governa.

Dir-se-á que mudar é obrigatório para que se evolua. Mas não é bem assim minhas senhoras e meus senhores.

A mudança deve contemplar, apenas, aspectos maus, ou menos bons, daquilo que já existe.

Nesse contexto, há mudanças que se traduzem em melhorias que beneficiam quem as processa e a quem se destinam. São quase sempre feitas de uma forma gradual, conscienciosa e experiente, enquadradas nos mandatos que o povo atribui democraticamente aos eleitos.

Mas, o que actualmente tentam fazer é mudar tudo de uma vez. Seja o método, seja a técnica, seja pasme-se! As pessoas.

E, para mostrar serviço, os senhores envernizados e sombrios, a quem pagam para este tipo de trabalho, não deixam por mãos alheias o sarcasmo, o cinismo e a frieza com que executam estes jogos de poder. Sentem-se faraós de barro numa península de vidro.

Temos que atentar que uma alteração profunda corresponde, grande parte das vezes, a um carrossel bem confuso de alterações de funções, de inversão de procedimentos e de anulações radicais dos métodos em vigor.

A estratégia actual do nosso concelho, já vem de trás, foi traçada nos anteriores Executivos Camarários, no quais outras pessoas faziam parte, o método que os últimos 4 ou 5 mandatos levaram a efeito é, quanto a mim, a forma gradual e conscenciosa que com a experiência têm governado.

E, quanto mais brusca e bruta for a mudança, maior o seu contentamento porque maior será a destruição da nossa terra. Se por vezes há razões e bom senso que fundamentam estas alterações, outras como é o caso, não têm ponta por onde se lhe pegue no que respeita a um suporte credível.

Infelizmente, joga-se muito hoje em dia na nossa Castanheira!

O que se contesta é, somente, uma pequena diferença; no passado tratavam-se as coisas e as pessoas, com um toque natural de satisfação e sentimento, agora, é imposto o dever sagrado de passar por cima dos valores básicos de honestidade e coerência.

A mudança é, no limite, a própria sombra dos seus sinónimos.
É troca. É alteração. É substituição. É transformação. É tornar diferente.

Em determinadas circunstâncias, como esta que se vive actualmente no nosso Concelho, mudar é, apenas, perder a pele.

Como as cobras. Como os lobos.
Uns e outros, normalmente, associados a más mudanças.

Eu continuo a ACREDITAR!

POR CASTANHEIRA SEMPRE!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Decisões...

Todos os políticos tem os seus momentos bons. Mas há aqueles que têm os seus momentos, realmente, maus.

E quando os primeiros pecam por caírem, ou não, por irem de encontro às vontades dos segundos, podemos estar decididamente, perante uma autêntica caldeirada de estupidez.

Num e noutro caso, não se pode guardar rancor a todos os que os elegeram, portanto a cada um que eles representam.

Quando se ganha eleições de uma forma democrática fica-se, desse modo, legitimado a tomar decisões, medidas e atitudes estruturais, por vezes de circunstancia.

No entanto há situações que, ao envolverem altos preços quer económicos,conjunturais, politicos e por vezes humanitários e necessitam de cuidados especiais.

De entre elas destaca-se a noção de fazer, ou não, uma guerra, um tumulto, ou até mesmo uma discussão, no sentido de tomar a decisão mas certa e adequada.

E é nestas alturas que se mede o tamanho de certos homens!

Enquanto uns se desdobram, incessantemente à procura de pormenores, de pouca coisa, de mesquinhice, do diz que se disse, à procura de motivos para evitar a decisão. Outros tentam na sua forma de sabedoria, de estar e de no mandato que lhe foi confiado tomar as decisões que em cada momento julgam acertadas.

Os primeiros, mesmo quando falham, ficam com o sentimento de dever cumprido, o sentimento de falha nunca pode ser um pressuposto, terá sempre de ser uma avaliação final depois da acção concretizada. Não se pode partir do sentido de que a decisão é errada, cada decisão necessita de tempo para ser concretizada e avalizada.

Os segundos, os Zés cowboys e suas partenaires, reduzem-se, num ápice, ao seu estatuto de pequenez, falso, os seus desvairos esquizofrénicos e monstruosos, de quem não decide e possui uma fome imensa de poder, deixam-lhe o dever de explicar tais atitudes.

Ficar na fotografia como mole e sem capacidade de tomar decisões, mesmo que difíceis, não é política credível. Normalmente, para não dizer sempre, os moles, aqueles que se escondem, não dão a cara e se refugiam em comentários fáceis, amolecem no esquecimento.

Castanheira vai voltar a estar em GRANDE! Todos, são poucos nesta decisão! Vamos todos unir esforços e vontades nesse sentido!

EU ACREDITO!

POR CASTANHEIRA SEMPRE!