quarta-feira, 2 de junho de 2010

Banha da "Cobra"...

A cobra Rei entrou. Olhou, vagamente, em redor e disse;


Peço desculpa pelo atraso. Agradeço a vossa presença nesta reunião e, pese embora as coisas venenosas que dizem a meu respeito, a verdade é que atravessamos uma época de caça aos patos e vocês sabem muito bem como são importantes os patos no dia-a-dia de um ofídio como eu.

Antes de começar, quero apenas lembrar que não gosto de ser interrompido e de ouvir outras opiniões. Quanto a isso estamos entendidos!

Depois, falou, falou, falou (como gostam de se ouvir!).

E, a certa altura, disse;

- Temos de ser cobras. Temos de ser verdadeiras cobras.

E continuou;

- Vejam aquela cobra de outro território que, gratuitamente, ameaça, guerreia e humilha! Reparem na sua extraordinária capacidade de morder, indiferente às opiniões! Não é uma maravilha?

E, continuou;

- Olhem aquelas cobras camaleão, que vestem a cor que mais lhes interessa, alheadas de sofrimentos e desilusões, fecham a porta na cara daqueles que tudo fazem para produzir alguma coisa! Não são uma maravilha!

E, continuou;

Precisamos de cobras assim, que se juntem a nós. Fortes. Cobras de todos os tamanhos, de todos os credos e de todos os quadrantes.

Precisamos de marcar território nem que seja à custa de manobras sujas, de falsos sentimentos ou sentimentalismos.

Eu sei que algumas das senhoras e senhores aqui presentes, não estão habituados a este tipo de método mas, a partir de agora é assim. Façam, com sempre fiz!

Ao olhar para vocês espero, sinceramente, que não tenham dúvidas do que quero que vocês façam.

Vendam a alma, se preciso for, sejam cobras autênticas. E, se pensam que não se pode viver sem alma, basta que olhem para mim. Acham que ela me faz falta? Estou ou não de volta?

Vamos viver num pântano e, ao contrário do que possam pensar, agrada-me imenso que seja assim, e, como em terrenos destes só se safa quem é cobra isso agrada-me, agrada-me muito.

Façam este exercício comigo;

- O que é que vale mais? Um queijo ou uma promoção?

Pela vossa cara, acho que se inclinam para a promoção. Pois é, acertei. Não acertei?

Pensam mal, muito mal, e um dos meus papéis é fazer-vos acreditar no contrário. Com o tempo vocês acabarão por preferir aquilo que realmente nos interessa, ou seja, o queijo. Tenho todo o tempo do mundo.

Eu pela minha parte, tudo farei para que assim seja.

Eu sou uma cobra Rei.


Com esta pequena rábula pretendo satirizar o estado, quanto a mim, deplorável, a que chegou a discussão política no nosso concelho, parece-me da mais elementar sanidade democrática alertar os Castanheirenses para o seguinte;


A quem interessa este estado de “guerrilha”, instalado sob o anonimato?

Quem poderá estar por detrás deste “polvo”?

Quais as intenções de pessoas que se dizem tão sábias e nobres, mas que não dão a cara?

Qual a estratégia montada para levar pela frente este processo de destruição do nosso concelho?

Elogios recentes serão pactos para o futuro?


O tempo, esse é sábio, e o desenrolar dos acontecimentos irá, por certo, responder-nos a estas questões.

Quanto a mim desmarco-me, desde já, desta “banha da cobra” e vou continuar a lutar e a contribuir para o projecto, que com toda a convicção acredito ser o mais credível para a nossa terra. Vou usar a minha teimosia em prol da minha terra, ficando desde já aqui o aviso a quem não acredita, que estou neste projecto e com estas pessoas até ao fim! Não sou uma “cobra”!

Sendo que, quem pode julgar são os eleitores Castanheirenses! E, esses fizeram a sua escolha clara!


ACREDITO, que a maioria dos Castanheirenses vão saber, como sempre, dar razão aos que se desmarquem deste tipo de atitudes.

Porque os outros, os que não se desmarcarem, mesmo sem saberem, não passam de marionetas assustadas, anónimas e sem vontade própria. Aos olhos da “cobra”, são perfeitamente insignificantes, enquanto pessoas.


POR CASTANHEIRA SEMPRE!

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